A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma tendência para se tornar um vetor de transformação em diferentes áreas da sociedade. Do meio educacional às organizações corporativas, seu impacto já é visível, seja no estímulo a novas formas de aprender ou na automação de processos que otimizam rotinas de trabalho. Esses temas estiveram no centro das discussões do Atlassian Team 25, evento realizado em abril deste ano na cidade de Anaheim, Califórnia (EUA), que trouxe reflexões valiosas sobre o futuro da tecnologia aplicada ao desenvolvimento humano e organizacional.
Educação além do conteúdo: IA como aliada do pensamento crítico
O evento da Atlassian destacou que, na educação, a inteligência artificial tem potencial para ir muito além de quizzes automáticos ou correções de provas. Ela pode ser uma poderosa aliada no desenvolvimento de habilidades fundamentais para o século XXI, como pensamento crítico, criatividade e capacidade de resolver problemas.
Exemplos práticos mostram esse caminho: simulações de diálogos históricos, como uma entrevista virtual com Abraham Lincoln, permitem que alunos mergulhem em contextos passados de forma crítica e envolvente. Da mesma forma, sistemas inteligentes aplicados a avaliações formativas ajudam professores a identificar lacunas de aprendizado e sugerir intervenções personalizadas, ampliando a visão sobre aspectos como argumentação e criatividade.
Outro ponto promissor é a automação do ciclo de ensino. Assistentes virtuais podem analisar desempenhos, consolidar relatórios e até sugerir atividades de reforço, liberando o professor de tarefas repetitivas para que ele possa focar no acompanhamento individualizado dos alunos. Para além de agilizar processos, a IA oferece caminhos para uma educação mais personalizada, interativa e centrada no questionamento, elemento essencial para o aprendizado.
Agentes digitais e a automação corporativa inteligente
Se na educação a IA fomenta o pensamento crítico, no ambiente corporativo ela assume o papel de automatizar e integrar processos. Um destaque do Atlassian Team 25 foram os agentes digitais da Atlassian, robôs capazes de se conectar a plataformas como Confluence, Jira, Slack e Google Drive, atuando como verdadeiros colegas virtuais.
Esses agentes podem analisar tickets, gerar relatórios, criar artigos de conhecimento e atribuir tarefas para revisão, garantindo consistência e reduzindo a carga de trabalho repetitiva. Existem duas formas principais de implementá-los: com code, via SDKs como o Forge SDK, ou com no-code, que democratiza a automação ao permitir que profissionais sem conhecimento técnico avancem na criação de soluções.
A adoção desses agentes, no entanto, exige boas práticas, como detalhar instruções de forma precisa (prompt engineering), fornecer exemplos claros, limitar o escopo de ações e dividir tarefas complexas em etapas menores são recomendações que aumentam a eficiência. Além disso, testes rigorosos e a preocupação com segurança e permissões são indispensáveis para evitar falhas e acessos indevidos.
Um futuro guiado pela personalização e eficiência
Tanto na educação quanto no ambiente empresarial, a mensagem que fica após o Atlassian Team 25 é clara: a inteligência artificial deve ser vista não apenas como uma ferramenta de automação, mas como uma parceira estratégica. No ensino, ela abre espaço para metodologias mais questionadoras, criativas e personalizadas. No mundo corporativo, permite que equipes direcionem seus esforços para atividades de maior impacto, deixando para os robôs as funções repetitivas e operacionais.
O Atlassian Team 25 reforçou essa visão integrada de futuro: a tecnologia será cada vez mais decisiva para personalizar experiências, potencializar o pensamento crítico e otimizar processos. O desafio, em qualquer contexto, é aplicar a inteligência artificial de forma consciente, garantindo que ela amplie capacidades humanas em vez de simplesmente substituí-las.
Meu caminho nos eventos começou por acaso: uma jornalista colando etiquetas em credenciais na empresa da minha família. O que parecia uma ajuda pontual virou a faísca de uma paixão que cresceu junto com a minha carreira; e acumulou todos os aprendizados que me trouxeram até a Agência Sabiá.
É fato: alguns erros são acertos disfarçados. Aquela jornalista, sem nenhuma experiência na área, identificou um erro grave nos números dos códigos de barras daquelas intermináveis etiquetas às vésperas de um grande evento. A partir daí, a jornada ganhou um rumo inesperado.
Já percorri muitas frentes desse ecossistema. Comecei como atendente no credenciamento de feiras: a pessoa que entrega sua credencial na entrada do evento. Ali aprendi paciência para lidar com meu cliente.
Depois, atuei no atendimento ao expositor, uma espécie de call center para empresas que investiram muito em um evento e, muitas vezes, chegavam irritadas. Nessa etapa, aprendi a sabedoria de ouvir de verdade.
Também fui assistente de e-commerce, atendendo as mesmas empresas, mas no ambiente online. Aqui desenvolvi a habilidade de entender exatamente o que o cliente buscava e ajudá-lo a chegar lá da melhor forma.
Depois veio minha lição mais importante: atuar como analista operacional de eventos, de roadshows pelo Brasil a transmissões internacionais no Palácio do Governo de São Paulo. Essa função me ensinou a me divertir e prosperar diante da adversidade, percorrendo o caminho de júnior a sênior.
Ao longo da minha trajetória, já participei de centenas de eventos, alguns sob as luzes intensas de pavilhões, outros em pequenos auditórios ou transmitidos para o mundo. Em todos, a lição se repete: evento bom é aquele pensado desde a concepção para resolver um problema real.
Aprendendo a orquestrar cada etapa, do pré ao pós-evento, hoje atuo como Account Manager e Especialista em Eventos na Agência Sabiá, onde aplico essa bagagem de ponta a ponta. Aqui, eventos não são apenas operação: são conteúdo e relacionamento, com foco absoluto nos resultados e com a sensibilidade de quem já viveu cada parte do processo. Vindo de quem já colou etiqueta com cuidado, afirmo: a Sabiá sabe o peso que cada detalhe tem.
No fim das contas, essa função me ensina a ser o elo entre o plano e a prática, para que o cliente pense: “Como conseguimos fazer antes disso?”.
Quem sabe o próximo seja o seu evento.
Especializada em Marketing B2B e inovação, a Agência Sabiá adota uma abordagem prática no uso de agentes de IA: criar soluções com foco direto na geração de valor e na expansão da qualidade das entregas para seus times .
Ao identificar oportunidades reais para a IA, a Sabiá foi além do uso genérico do ChatGPT e já desenvolveu agentes específicos que agregam valor em todas as fases do marketing.

Exemplos de valor prático da IA da Agência Sabiá
Conheça alguns exemplos de agentes que já fazem parte da rotina dos times na Sabiá.
A IA expande o entendimento sobre os clientes, amplia os insights, melhora a performance dos briefings e garante maior consistência das informações.
Responder qualquer pergunta sobre projetos e conteúdos internos
Criados no início de grandes projetos, alimentados por documentos-chave e conhecimentos técnicos das soluções.
Reduzem falhas, evitam retrabalho e agilizam consultas operacionais.
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Cria listas de perguntas para reuniões e entrevistas e cria briefings completos a partir de transcrições, áudios ou informações.
Baseado nas boas práticas internas da Sabiá e nas características de diversos tipos de projeto (de Google Ads a eventos industriais).
Reduz falhas de interpretação, melhora a qualidade e a agilidade das entregas criativas.
Rascunha planos de Gestão de Mudanças para objetivos específicos
Construído com base em projetos reais da Sabiá e boas práticas de mercado em gestão de mudanças.
Permite gerar planos iniciais em minutos e aprimorar o entendimento dos impactos de cada.
A IA acelera e qualifica a produção criativa, permitindo mais testes, personalizações e peças com maior impacto.
Expandem brainstormings e criam versões iniciais de conteúdo com linguagem aderente à marca e boas práticas de mercado.
Baseados em materiais produzidos por redatores humanos da Sabiá e em relatórios, pesquisas e documentos dos clientes.
Baseados em materiais produzidos por redatores humanos da Sabiá e em relatórios, pesquisas e documentos dos clientes.
Conjunto de agentes especializados em cada etapa da criação de campanhas: pesquisa, expansão de conteúdo, escrita de e-books e validação de boas práticas.
Cada agente é treinado com bases específicas e refinado com experiências de campanhas reais.
Democratizam o acesso às melhores práticas de campanha e melhoram a performance desde o briefing.
Otimiza prompts para gerar arte e vídeo com mais eficiência, aproveitando tudo que a equipe já aprendeu.
Alimentado pelas experiências reais do time criativo da Sabiá.
Reduz retrabalho, melhora resultados visuais e acelera a interação criativa.
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“O apoio dos agentes de IA tem ampliado nossos horizontes criativos. Hoje, conseguimos produzir peças atraentes mesmo com orçamentos limitados — e fazemos em dias o que antes levava semanas. A IA já é uma extensão do nosso processo criativo.”
— Henrique Soares, Diretor de Arte Sênior da Agência Sabiá
Garante que os conteúdos estejam alinhados ao tom de voz da marca, com linguagem adequada e uso correto de termos técnicos.
Baseado em encadeamento de prompts, boas práticas internas e materiais de referência específicos de cada cliente.
Reduziu drasticamente os ajustes por desalinhamento de tom, aumentando a consistência nas entregas.
Atua no final do processo criativo para garantir que todas as peças estejam alinhadas às melhores práticas de marketing B2B.
Construído com as diretrizes da Sabiá e benchmarks do setor, usando prompts encadeados e checklists inteligentes.
Melhora a qualidade estratégica das campanhas antes mesmo do lançamento, elevando a efetividade desde o início.
Mais importante do que corrigir é explicar. Os revisores são treinados para trazerem a explicação por trás da sugestão.
Analisa a performance de campanhas, faz sugestões, ajuda a construir relatórios para discussão com clientes.
Baseado em campanhas anteriores, práticas da agência e padrões de plataformas como LinkedIn e Google.
Amplia a eficiência das campanhas e acelera o aprendizado contínuo em cada ciclo.
A Sabiá aborda a transformação do marketing B2B com otimismo. Se os desafios são grandes para times de marketing, agências, as oportunidades são ainda maiores.
Especialmente para quem entender que a combinação de talento humano com as capacidades incríveis dessa nova tecnologia podem acelerar a geração de valor e ajudar marcas a atingirem patamares inéditos.
Num mundo onde a produção criativa torna-se cada vez mais eficaz e a barreira para análise de dados e simulações tende a zero, marcas inteligentes, capazes de estabelecer parcerias verdadeiras com suas agências, consultores e parceiros terão um futuro brilhante pela frente.
A Sabiá se orgulha de ter empresas que pensam assim como clientes. E está animada por tudo o que está por vir.
O cenário mudou — e a forma das empresas se comunicarem também. Hoje, a jornada de compras B2B é mais longa, mais silenciosa e mais complexa do que nunca.
De acordo com pesquisas do Gartner, LinkedIn B2B Institute e Green Hat B2B Benchmark:
Isso significa que, quando a gente aparece com uma solução, muitas vezes, a solução já está quase tomada.
E o que isso tem a ver com relevância digital nas redes? Tudo.
Se a decisão começa antes do primeiro contato, nossa comunicação precisa chegar antes também. Precisa construir autoridade, confiança e consistência ao longo do tempo.
Uma marca pode estar presente todos os dias no feed e ainda assim passar despercebida. Mas uma marca relevante ocupa espaço na mente das pessoas certas.

Nossa abordagem de Relevância Digital consiste em mais atuação consultiva e menos atuação automática, a fim de:
E sabemos: isso não acontece da noite para o dia. Construir relevância é um trabalho contínuo, feito com escuta, análise e consistência.
Apesar de muitas marcas ainda tratarem as redes como outdoors digitais, a verdade é que as pessoas não estão nas plataformas para consumir publicidade — elas estão lá para se conectar, aprender, divertir-se, acompanhar tendências e se relacionar.
Além disso:
Esses dados reforçam o que já acreditamos na prática: relevância se constrói com contexto e autenticidade — não com repetição de posts padronizados.
A maior parte da jornada B2B acontece longe dos nossos olhos — e longe dos formulários.
Hoje, 83% dos compradores já sabem o que querem quando buscam uma marca, e 81% contratam empresas que já conheciam antes de iniciar a negociação.
Ou seja, se não formos lembrados antes da hora da compra, não seremos considerados na hora da decisão.
Por isso, precisamos:
Muitas vezes, o que vemos nas redes são perfis com alta frequência de posts, mas baixa capacidade de gerar conexão ou lembrança.
É por isso que, para nós, conteúdo não é sobre volume. É sobre contato e conexão.
Na Sabiá, adotamos a lógica de touchpoints estratégicos, que vão além dos posts tradicionais.
Um touchpoint é qualquer ponto de presença relevante da marca nas redes. Ele pode ser:
A ideia é clara: não precisamos nos apegar a criações tradicionais. Podemos e devemos ativar oportunidades reais de presença, influência e conexão.
Adotar a lógica de touchpoints não é apenas uma escolha tática — é uma resposta direta a como as redes realmente funcionam.
Ao ampliar o conceito de conteúdo e valorizar diferentes formas de presença, conseguimos trazer mais variedade, autenticidade e naturalidade para a atuação digital.
Além disso, ela abre espaço para que clientes, parceiros e colaboradores façam parte ativa da construção da visibilidade, ampliando o alcance e a legitimidade da mensagem.
No fim das contas, o que estamos dizendo é simples: relevância digital se constrói com presença viva e ativa!
Na prática, isso significa que nosso papel não é apenas entregar posts prontos, mas sim:

A gente não gera presença por obrigação. A gente constrói relevância como estratégia.
Na Sabiá, nosso objetivo é sempre criar mensagens que não apenas celebrem o momento, mas que também proponham reflexões relevantes sobre o que vivemos como mercado e sociedade. Neste ano, com a IA no centro das discussões, escolhemos um caminho diferente. Ao invés de reforçar o que a tecnologia pode fazer, nos perguntamos: será que a IA se impressionaria com a nossa humanidade?
Com esse conceito em mente, partimos para a criação de um vídeo. O primeiro passo foi pedir para o pessoal da equipe gravar um vídeo inicial seguindo um roteiro previamente elaborado. A partir desse conteúdo bruto – de vídeos curtos com a participação de todos do time – entramos na fase de exploração de ferramentas como o ChatGPT, o MidJourney e o Act-One do Runway para transformar as ideias em realidade.
Depois de muitas tentativas e exploração de diversas IAs, finalmente, com auxílio do ChatGPT, desenvolvemos um prompt base, que foi replicado para todos os avatares.
A criação desses avatares foi um momento crucial, pois trouxe mais personalidade ao projeto.
O Runway foi utilizado para dar início à animação dos vídeos, mas percebemos que os avatares disponíveis e a qualidade inicial não atendiam completamente às expectativas. Isso nos levou a criar avatares personalizados no MidJourney, utilizando prompts detalhados para garantir consistência visual e estética no estilo desejado, inspirado por animações de alta qualidade.

Vanessa Sensato (Diretora de Estratégia e Inovação)

Niedja Anjos (Head de Atendimentos)

Pedro Braga (Diretor Executivo)
Para dar vida aos personagens, integramos ferramentas como o HeyGen e o Eleven Labs, que nos permitiram gerar dublagens e ajustar entonações de maneira fluida. As dublagens foram combinadas com trechos de áudio gravados internamente e sincronizados no Runway. Na etapa final, ajustes de som e vídeo foram refinados com o Adobe Premiere, que ofereceu recursos automáticos de melhoria de qualidade, resultando em um produto final coeso e visualmente marcante.

Ao longo do processo, utilizamos um mix de ferramentas que demonstrou o potencial colaborativo entre a criatividade humana e as tecnologias emergentes. ChatGPT nos ajudou a estruturar ideias, enquanto Adobe Firefly foi um recurso complementar para pequenos ajustes de design. O resultado reflete a inovação e o olhar único da Sabiá sobre as possibilidades que a IA oferece quando alinhada a uma visão criativa.
Assista ao vídeo clicando aqui:
No marketing B2B, não basta ter uma agência que entrega campanhas. É preciso ter um parceiro que sente à mesa, entenda os desafios do negócio e aja como uma extensão real do time do cliente, alguém que compartilha metas, resolve gargalos e ajuda a transformar estratégia em resultado.
É com essa forma de trabalhar que a Agência Sabiá tem se destacado no mercado e conquistou um reconhecimento internacional: o BBN Golden Bee B2B Awards , na categoria Best Agency-Client Integration. O prêmio celebra justamente o modelo colaborativo que a Sabiá construiu com a Atlassian, uma das maiores empresas globais de software, adaptando e potencializando estratégias globais para gerar impacto real no mercado latino-americano.
O Golden Bee B2B Awards é uma premiação internacional promovida pela BBN – The World’s B2B Agency, reunindo agências B2B de todo o mundo para valorizar iniciativas inovadoras e de alto impacto em comunicação e marketing. A edição foi celebrada durante a BBN Academy, em Barcelona, Espanha, reunindo os principais nomes do mercado global.
A categoria Best Agency-Client Integration reconhece agências que conseguem atuar como uma verdadeira extensão dos times de seus clientes. No caso da Sabiá, o prêmio veio pelo trabalho realizado para traduzir e potencializar as estratégias globais da Atlassian na América Latina, garantindo relevância local sem perder a força da marca global.
Para isso, a agência estabeleceu um modelo de integração contínua, com:
Essa integração possibilitou à Sabiá atuar em múltiplas frentes:

O impacto do trabalho foi direto e mensurável, com engajamento regional em alta e visibilidade global para cases locais. Um dos destaques foi o evento “ITSM Transformation”, que registrou 471 inscritos e 237 participantes, superando em seis vezes a meta inicial. Além disso, cases desenvolvidos pela Sabiá foram apresentados em duas edições consecutivas da conferência global da Atlassian, reforçando a relevância da operação na região e contribuindo para um desempenho que superou a média global de crescimento da empresa nos últimos seis anos.
Para a Sabiá, métricas e resultados são fundamentais, mas o verdadeiro termômetro do nosso trabalho está também na percepção dos nossos clientes. Acreditamos que um bom projeto não se mede apenas em leads, engajamento ou crescimento, mas na confiança que construímos e no quanto conseguimos ser vistos como parte do time. É por isso que o feedback da Atlassian tem um peso especial: ele confirma que nosso modelo de parceria próximo, estratégico e integrado, gera valor real para além dos números.
Os executivos da Atlassian destacaram a Sabiá como peça-chave no sucesso da marca na região:


Para a Sabiá, a conquista do prêmio não é somente sobre levar um troféu para casa. O Golden Bee B2B Awards confirma aquilo que mais valorizamos: ser uma parceira que constrói junto com o cliente, integrando times, criando conexões reais e transformando estratégia em resultado.
Nosso jeito de trabalhar une o uso inteligente de ferramentas colaborativas, uma comunicação constante e transparente com todos os envolvidos e a entrega consistente de resultados que fazem diferença, sempre respeitando o equilíbrio entre o que é global e o que precisa ser local para gerar impacto.
Mais do que um reconhecimento internacional, o prêmio reforça a postura da Sabiá como uma agência que apoia grandes marcas globais a se conectarem de verdade com a América Latina, transformando planos em histórias de crescimento que deixam marcas e resultados. Essa conquista endossa nosso papel no mercado B2B, evidenciando competência em entregar resultados consistentes e contribuir para o crescimento de nossos clientes em um ambiente competitivo.
A convite da Associação Nacional do Mercado e da Indústria Digital (AnaMid), a Agência Sabiá marcou presença no evento “Marketing B2B: Estratégias Avançadas para Tecnologia e Vendas Complexas” realizado em 8 de outubro no espaço de inovação Mescla, na PUC Campinas. O encontro reuniu especialistas para explorar os desafios e estratégias específicas do marketing B2B, abordando desde a construção de relacionamentos duradouros com clientes até a aplicação de metodologias tais como ABM (Account-Based Marketing) e inbound marketing para atrair e engajar clientes no setor de tecnologia e em vendas complexas.
Vendas Complexas: Um Ciclo de Decisão Extenso e Múltiplos Pontos de Contato
O conceito de vendas complexas permeou boa parte da discussão, destacando que estas costumam envolver múltiplos decisores dentro das empresas e um ciclo de vendas que pode se estender por seis meses ou mais. No ambiente B2B, o processo é caracterizado por um elevado nível de interação entre as partes e um foco na construção de confiança e transparência, essenciais para a tomada de decisão.

Rose Ramos, CEO da startup Match <IT>, abriu o evento com uma introdução ao conceito dos quatro Ps do marketing, com ênfase no “P” de promoção. Rose apresentou a Match <IT>, uma startup que usa Inteligência Artificial na articulação e construção dos processos de inovação dentro de grandes empresas. Em sua palestra, Ramos discutiu a relevância de métricas financeiras no marketing B2B, enfatizando que o faturamento e a margem são os principais indicadores de sucesso. A Match <IT> adota uma estratégia que divide seu marketing entre dois públicos distintos: o primeiro, formado por corporações em busca de inovação, especialmente voltada à transformação digital, e o segundo, por fornecedores de serviços de TI que procuram novos negócios. Para o público de corporações,a Match <IT> investe não somente em ações online, como visibilidade dos casos de sucesso em mídias sociais, mas também em eventos presenciais e ações offline, visando construir relações mais próximas e criar uma base sólida de confiança.
Para o segundo público, composto por fornecedores, a estratégia é focada em visibilidade digital e conteúdo online. Rose explicou que a Match <IT> utiliza diversas ferramentas digitais, como blogs, webinars e redes sociais, para fortalecer a presença online e destacar o valor que seus parceiros podem oferecer ao mercado. “A promoção online permite que os fornecedores de TI se posicionem em um mercado competitivo e alcancem um público mais amplo de maneira eficaz,” afirmou Rose. Ela também enfatizou a necessidade de adaptar a mensagem e os canais de comunicação para cada segmento, garantindo que os esforços de marketing se traduzam em resultados tangíveis para ambos os públicos.

Renan Machado, representante da Buildbox, compartilhou a trajetória e o modelo de negócios da empresa, que nasceu em 2013 no hub de inovação da Unicamp como uma software house. Hoje, a Buildbox oferece soluções personalizadas para grandes empresas brasileiras, como Grupo Petrópolis e XP Investimentos, focando em serviços de alto valor agregado com alocação de squads especializados em desenvolvimento de produtos digitais. A empresa adota uma abordagem orientada por relacionamentos de longo prazo, com um processo de vendas desenhado para atender às necessidades específicas dos clientes, em sua maioria grandes organizações que consideram a inovação um diferencial competitivo.
No evento, Machado detalhou como a Buildbox utiliza o Account-Based Marketing (ABM). Entre os projetos com resultados interessantes, ele citou a participação no WebSummit. Com um planejamento cuidadoso, a Buildbox definiu uma lista de contas-alvo e utilizou mídias pagas no LinkedIn para maximizar a visibilidade junto aos decisores principais de cada empresa. Durante o WebSummit, o time da Buildbox teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com vários desses decisores, o que resultou em uma taxa de conversão positiva de 40% para reuniões, além de um excelente ajuste entre os perfis abordados e o perfil ideal de cliente da empresa. Machado afirmou: “O ABM nos permite focar nos contatos certos, garantindo que estamos construindo relações que realmente agregam valor e impulsionam o crescimento do negócio”.

Pedro Braga, diretor-executivo da Agência Sabiá, começou sua apresentação destacando as diferenças essenciais entre marketing B2B e B2C. No B2B, o foco não é apenas na venda de produtos ou serviços, mas na construção de relacionamentos sólidos e de longo prazo. “Enquanto o B2C está geralmente voltado para conversões rápidas, o B2B é uma jornada muito mais complexa, que envolve múltiplos decisores e um ciclo de vendas prolongado. O desafio está em entender as dinâmicas e necessidades específicas de cada empresa, e não apenas vender, mas agregar valor em cada interação,” explicou Pedro. Ele apontou que a Agência Sabiá tem se especializado em adaptar essas estratégias para atender clientes de tecnologia, oferecendo uma abordagem que conecta inovação com objetivos de negócio.
Na experiência da Agência Sabiá, trabalhar com empresas de tecnologia requer uma compreensão profunda do contexto do cliente e do seu público-alvo. Pedro compartilhou que um dos diferenciais da agência é a capacidade de adaptar campanhas para mercados e culturas locais, valorizando a personalização. “Ao trabalhar com tecnologia, precisamos comunicar ideias complexas de maneira acessível e relevante para diferentes públicos. Cada peça de conteúdo deve ser pensada para o perfil específico do cliente e o nível de maturidade digital da sua audiência,” destacou ele. Essa abordagem permite que a agência construa estratégias eficazes que ampliam o alcance e impactam diretamente nos resultados de seus clientes.
Pedro também apresentou cinco lições fundamentais para o marketing B2B, enfatizando a importância de criar canais de venda sólidos, empoderar embaixadores de marca e investir em eventos presenciais. Segundo ele, o Account-Based Marketing (ABM) é uma estratégia essencial para empresas B2B que desejam aumentar o engajamento e reduzir o tempo de ciclo de vendas. Ele explicou: “O ABM permite que as empresas se conectem de forma mais estratégica com as contas de maior valor, invertendo o funil de vendas para focar na nutrição e conversão de contas prioritárias. É uma forma poderosa de transformar leads em parcerias de longo prazo.”

Marina Bonfanti, supervisora de comunicação do Instituto Eldorado, destacou que o marketing B2B não é apenas uma questão de negócios, mas de relacionamentos profundos e duradouros. Ela compartilhou que o Instituto Eldorado, um dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, baseia suas estratégias de marketing na construção de confiança e no entendimento das necessidades dos clientes. “Não estamos falando apenas de empresas, mas de pessoas por trás dessas empresas, e é essencial que a comunicação leve isso em conta,” afirmou Marina. Ela enfatizou que o marketing de conteúdo de valor e programas de embaixadores são elementos centrais para aproximar a marca dos leads, criando conexões mais autênticas e fortalecendo o relacionamento com os clientes.
Marina também apresentou o uso do Account-Based Marketing (ABM) pelo Instituto Eldorado como uma estratégia fundamental para personalizar a comunicação com contas estratégicas. Através de ações de ABM, o instituto consegue endereçar necessidades específicas de cada cliente, promovendo um relacionamento mais próximo e colaborativo. Além disso, Marina reforçou que o sucesso no marketing B2B é medido pela profundidade dos relacionamentos e pela confiança construída ao longo do tempo, e não apenas por métricas de ROI tradicionais. “Confiança e conexão genuína são essenciais para que possamos oferecer mais do que apenas propostas; oferecemos parcerias e experiências que fazem a diferença,” concluiu ela.
O evento foi apoiado pelo Mescla, espaço de inovação da PUC Campinas, pela empresa Match<IT>, pelo Unicamp Ventures e pelo Parque Científico e Tecnológico da Unicamp.
No auditório lotado do Mind The Sec 2024, Gabriel Bergel, um dos principais especialistas em cibersegurança da América Latina, trouxe provocações e reflexões profundas sobre como a segurança digital deixou de ser uma questão meramente tecnológica e passou a influenciar aspectos sociais, econômicos e até de saúde pública.

Para Gabriel, a cibersegurança vai muito além de uma discussão sobre tecnologia. A internet e os dispositivos digitais permeiam todos os aspectos da vida — do trabalho e da educação ao lazer e aos relacionamentos pessoais. Essa interseção com a vida cotidiana torna a cibersegurança uma questão de saúde pública, já que o uso excessivo da tecnologia também pode desencadear doenças compulsivas e outros distúrbios.


Em 19 de julho de 2024, uma atualização de software derrubou os sistemas de 25% das maiores empresas do mundo, cancelou milhares de voos e causou perdas estimadas de pelo menos 5,4 bilhões de dólares. E os prejuízos podem ser ainda maiores, pois milhões de máquinas em empresas menores também foram afetadas, elevando as perdas para mais 700 milhões de dólares.
Curiosamente, a falha não se deveu a um ataque hacker sofisticado, mas a um erro no processo de controle de qualidade.
Gabriel compartilhou outro caso recente, no qual um bandido, usando apenas um celular, WhatsApp e mentiras, convenceu guardas de um ministério chileno a remover travas de segurança de laptops e dar acesso ao prédio a comparsas que levaram um cofre e 23 laptops, incluindo o computador do próprio ministro.
Esses exemplos mostram como a segurança tecnológica deve ir além de proteger sistemas contra ataques estruturados e passar necessariamente pela educação e atenção corporativa ao tema.
Gabriel defende que os hackers éticos desempenham um papel essencial como ativistas da cibersegurança, o que hoje se traduz em segurança social. Embora muitas vezes sejam vistos como arruaceiros, esses profissionais forçam empresas, governos e entidades a corrigirem problemas importantes.

(imagem da palestra)
Um exemplo é Barnaby Jack, que, em uma famosa apresentação de 2010, demonstrou como caixas eletrônicos podiam ser transformados em caça-níqueis. Apesar do impacto negativo, Jack ajudou a mudar a regulação de dispositivos médicos. Da mesma forma, Charlie Miller e Chris Valasek forçaram a Jeep a fazer um recall de 1.4 milhões de veículos.
Gabriel também compartilhou dois casos dos quais participou no Chile: em um, os salários de todos os trabalhadores chilenos estavam expostos devido a uma falha de segurança; no outro, uma aplicação governamental de denúncias de crimes, que deveria ser anônima, permitia que criminosos descobrissem a localização de quem fez a denúncia. Ao expor essas falhas, permitiu que as empresas as corrigissem, evitando diversos riscos aos cidadãos.
Gabriel acredita que a visão cidadã de cibersegurança é cada vez mais importante. Em suas palestras, investe parte de seu tempo para educar jovens e conscientizar o público sobre a importância de discutir o tema em círculos familiares, profissionais e educacionais.

Ele encerrou a palestra com um convite aos presentes para que falassem com seus avós, pais, filhos e colegas de trabalho sobre cibersegurança e incluíssem o tema em suas empresas e círculos sociais. Afinal, se cada um agir assim, cada cidadão representará uma barreira contra riscos cibernéticos e não uma vulnerabilidade.
Evento aconteceu em São Paulo nos dias 25 e 26 de setembro
No Digitalks Expo 2024, entre o grande grupo de influenciadores que visitaram o evento, e a exposição das mais novas features de ferramentas do digital – também houve espaço para discutir inovação. No palco Trends, no primeiro dia do evento, Renato Carvalho, Head para a América Latina da Miro, apresentou a palestra “DNA de times inovativos”. Com passagens pelo Google e pelo UOL, o executivo trouxe a experiência dos times de alta performance de empresas digitais inovadoras, abordando como as empresas podem transformar desafios em oportunidades, impulsionando a inovação com estratégias que fomentam a colaboração e o desenvolvimento ágil.
O início da palestra destacou casos clássicos de miopia empresarial diante da inovação disruptiva. Exemplos como o da Microsoft, que não enxergou o potencial da internet, e o da Kodak, que desestimulou o mercado da fotografia digital, são emblemáticos. Porém, Carvalho levou a discussão para um cenário pós-pandemia, com equipes distribuídas em fusos horários distintos, uma realidade bem conhecida por aqueles que atuam no mercado global.
Carvalho apresentou um estudo da Miro junto a executivos de todo o mundo, que aponta que a maioria dos líderes globais acredita que, sem inovação, as empresas têm uma expectativa de vida limitada, com 72,2% indicando um período de 3 a 5 anos.

Slide da palestra de Renato Carvalho no Digitalks 2024.
O contraponto é que em tempos de inteligência artificial generativa, as empresas não estão preparadas para inovar, muito embora estejam priorizando a inovação. O estudo da BCG, Empresas mais inovadoras de 2024, aponta que em 2022, 75% das empresas priorizavam a inovação, e 20% estavam preparadas para inovar. Em 2023, o número de empresas que priorizavam a inovação subiu para 79%, enquanto a preparação caiu para 9%. Em 2024, 83% das empresas consideram a inovação uma prioridade, mas apenas 3% se sentem preparadas para inovar.

Slide na palestra de Renato Carvalho no Digitalks 2024.
Um grande desafio, junto da estratégia confusa ou ampla demais, afirma Carvalho, é a inovação em silos, que impede o fluxo de ideias, a colaboração entre departamentos, e pode aumentar a duplicidade de esforços, levando a decisões mais lentas.
Carvalho também trouxe a perspectiva de times de alta performance na qual o trabalho em equipe passa a ser mais importante que o trabalho de indivíduos. Mais do que a capacidade intelectual de cada membro do time, vale ter um time imerso na cultura da inovação, com “Psychological Safety”. O termo se refere ao ambiente em que os membros de uma equipe se sentem seguros para expressar ideias, fazer perguntas, admitir erros e propor soluções sem medo de punição ou ridicularização. Este conceito foi amplamente estudado por Amy Edmondson, professora da Harvard Business School, que definiu a segurança psicológica como uma condição essencial para o bom desempenho de equipes.
Dentro de um time voltado para a inovação, a segurança psicológica é ainda mais crucial, sustentou o executivo, pois a inovação envolve riscos, experimentação e, muitas vezes, o fracasso. Um ambiente onde os membros da equipe se sentem à vontade para correr esses riscos sem medo de consequências negativas fomenta a criatividade e a colaboração. Isso ocorre porque os funcionários são mais propensos a compartilhar ideias originais, experimentar novas abordagens e admitir quando algo não funciona, o que permite ajustes rápidos e aprendizado contínuo.
Outro conceito abordado na palestra foi de Customer Centricity como propulsor do crescimento, uma vez que quando todas as áreas colocam o cliente no centro de suas decisões, a empresa passa a focar na personalização, na inovação orientada pelo próprio cliente – que pode não ser disruptiva, mas traz lealdade e retenção e, com isso, reputação vinculada ao cuidado e confiabilidade.
Estamos em um cenário de constante mudança, em que o sucesso das empresas depende de sua capacidade de inovar de maneira colaborativa e ágil. Neste contexto, ferramentas que facilitam a troca de informações, estimulam a experimentação e promovem a visualização clara de projetos são fundamentais para esse processo. Ao integrar equipes e reduzir barreiras internas, como a inovação em silos, as organizações conseguem transformar desafios em oportunidades de crescimento, criando um ambiente de trabalho mais dinâmico e preparado para enfrentar as complexidades do mundo moderno. No final, o conceito da palestra é o de que a chave para a inovação está na união de colaboração, segurança psicológica e um foco constante nas necessidades do cliente, ou seja é a cultura, sedimentada por plataformas modernas de colaboração.
No Startup Summit, discutiu-se amplamente a velocidade das mudanças e a pressão que isso exerce sobre fundadores de startups e líderes empresariais. Uma conversa inspiradora destacou como o ambiente de negócios, cada vez mais fluido e imprevisível, exigirá novas competências de líderes e empreendedores. O painel contou com Alejandra Nadruz, da Softplan, Bruno Rodrigues, da GoGood, e Keitiline Viacava, da DM.Lab, que debateram os desafios da adaptabilidade estratégica.

Eles enfatizaram a necessidade de os líderes desenvolverem um processo de tomada de decisões que equilibre, de forma eficaz, a visão estratégica de curto e longo prazo em um cenário marcado por incertezas, disrupções e mudanças constantes.
Keitiline compartilhou uma pesquisa sobre cognição adaptativa, conduzida com mais de mil líderes de diversas organizações, que revelou que as capacidades necessárias para enfrentar o cenário atual raramente estão presentes em sua totalidade. Isso sugere que os líderes precisam combinar suas competências com as de outros para superar os desafios.

Bruno destacou que a agilidade e o volume de demandas muitas vezes impedem os líderes de tomar decisões de qualidade. Para ele, é essencial reduzir a quantidade de decisões e reservar tempo para aprofundar-se nas questões estratégicas. Ampliar o contexto e coletar mais dados possibilita decisões mais corajosas e impactantes para os negócios. Ele citou Jeff Bezos, que acreditava que um bom executivo deveria tomar três boas decisões por dia, e não mais. Para isso, é necessário saber delegar, permitindo que o líder concentre sua capacidade e experiência nas decisões que realmente importam.
Alejandra, por sua vez, argumentou que é preciso desconstruir o arquétipo do empreendedor que responde de forma imediata e toma decisões impulsivas. Em muitos casos, é necessário “dormir com a ideia”, considerar bem os cenários e analisar os dados. É fundamental separar o processo de uma boa tomada de decisão da letargia, paralisia ou covardia. Para ela, a adaptabilidade estratégica não é um evento pontual; é um processo contínuo que exige tempo. É importante considerar o contexto, interpretar bem o cenário e entender qual é o melhor momento para decidir. Algumas decisões serão rápidas, outras interativas, e algumas exigirão mais ponderação e análise individual.

Ela concluiu que as decisões são a base da adaptabilidade e devem ser vistas como um filme, e não como uma foto.
O caminho mais eficaz é observar o resultado das decisões, revisar o processo e avaliar como foram tomadas. Só assim é possível superar a dicotomia entre sucesso e fracasso, aprimorando o processo decisório, o que inevitavelmente levará a mais sucessos, especialmente em um contexto onde a única certeza é a constante incerteza.