Organizar um evento envolve muitas dimensões. Trabalho com eventos desde o início da minha carreira, ainda na Unicamp. Mas não sou produtora de eventos. Na verdade, sempre caminho ao lado de ótimos produtores quando quero realizar algo de impacto.
Então, o que você faz? Alguns perguntam. Eu faço a concepção estratégica: aquela que conecta a ferramenta (o evento) à estratégia do negócio. Isso significa entender qual é o desafio central. Aumentar vendas para clientes já existentes? Conquistar novos? Lançar um produto ou posicionar uma marca em um novo mercado? A partir desse diagnóstico (e do orçamento), ajudo o cliente a definir qual estratégia faz mais sentido.
Nesses casos, o foco está em definir palestrantes e trazer para o palco quem realmente importa, alguém capaz de envolver a audiência. Recentemente, apoiei um cliente na estratégia de conteúdo para a Febraban Tech, o evento mais relevante do setor de banking e tecnologia do país. Recorri a contatos valiosos da época da Unicamp Ventures — que levo para a vida — e conseguimos reunir especialistas que estão na vanguarda do desenvolvimento tecnológico no setor bancário. O resultado: auditório lotado durante todo o dia e fortalecimento da reputação da marca. Vale destacar que, com essa curadoria, também consolidamos nossa estratégia de ABM, levando os principais clientes para o palco.
Já em lançamentos de marca em múltiplos países ou cidades, a aposta em experiências exclusivas pode ser decisiva. Na Sabiá, temos criado vivências únicas em toda a América Latina, capazes de despertar interesse e convencer CIOs e executivos a participarem. O objetivo é que saiam do evento com uma memória marcante e com o relacionamento mais próximo. Esse tipo de ação traz desafios como gerir orçamentos em diferentes países e selecionar fornecedores confiáveis, mesmo quando o conceito envolve experiências mais ousadas.
Um evento não é um fim em si mesmo. É uma ferramenta de negócios, de relacionamento, de construção de cultura e de reputação. Pode se tornar um marco recorrente no planejamento estratégico de uma organização. Não deve ser visto apenas pelo prisma da produção: há muitas camadas estratégicas que precisam ser trabalhadas.