O palco da Techoá reuniu duas vozes que vivem o front do marketing para tecnologia: Vanessa Svib (Cohesity) e Danielle Sene (Foursys).
Em um momento em que todo mundo parece falar de “IA revolucionando tudo”, elas trouxeram o que realmente interessa: humanos e organizações ainda caminham a passos lentos frente ao ritmo da tecnologia.
O painel não foi sobre tendências místicas ou buzzwords recicladas. Foi sobre verdades duras que moldam o passado, o presente e o futuro do Marketing B2B:
– A tecnologia acelera, mas as pessoas não acompanham no mesmo ritmo.
– A compra B2B está cada vez mais guiada por indivíduos, não por logos.
– A jornada do cliente se tornou invisível – e tentar controlar tudo é impossível.
– A integração entre Marketing e Vendas só existe quando acontece na agenda, e não no discurso.
Mais do que respostas prontas, o painel entregou clareza: o futuro do B2B exige menos ansiedade por ferramentas e mais disciplina em entender como as pessoas realmente aprendem, decidem, confiam e compram.
A seguir, os quatro pontos que mais mexeram com a sala, e que devem mexer com qualquer pessoa que trabalha com marketing para tecnologia:
A Vanessa trouxe uma frase que devia virar wallpaper de quem trabalha com tecnologia: “O humano leva mais tempo para aprender do que a tecnologia leva para mudar.”
A empresa lança novidades de IA toda semana. O cliente ainda está entendendo o primeiro capítulo.
Essa diferença de ritmo gera uma coisa muito simples: paralisia. Ele não deixa de comprar porque a solução não tem valor, mas porque ainda não se sente seguro para decidir. É por isso que marketing não pode ser divulgador de catálogo de feature.
Marketing é ajudar o cliente a entender, reduzir risco, traduzir complexidade em clareza. E se você não fizer isso, alguém vai fazer – e vai levar o deal.
Daniela trouxe o dado que muda completamente a lógica do B2B: 71% dos compradores serão Millennials ou Gen Z até 2026.
E essa galera compra de pessoas, não de logos. Como ela resumiu muito bem: “Eles querem um CPF por trás da marca”.
Isso não tem nada a ver com colocar o [NOME] do contato no e-mail. É sobre mostrar quem está ali por trás da empresa: as pessoas, os valores, o que vocês acreditam.
Se sua comunicação soa como um bot falando com outro bot, o cliente percebe. E desiste antes mesmo de começar.
Daniela também trouxe um ponto crítico sobre mensuração: com a IA do Google entregando respostas na própria busca (Zero Click), muita gente não passa mais pelo seu site.
E aí? Como medir? A verdade é simples: você não controla mais cada passo da jornada.
O jogo agora é: ser lembrado mesmo quando não é rastreado. Muitas vezes a consistência vale mais que o controle.
Marketing e Vendas vivem dizendo que são “super alinhados”, mas na prática cada área segue no seu próprio quadrado.
Vanessa compartilhou que se inclui nas reuniões de forecast. É ali que o Marketing escuta a realidade, não a versão filtrada do relatório.
Daniela complementa: a integração exige ritos, papéis claros e times de pré-vendas (SDRs e BDRs) atuando como ponte real; não só como qualificador de leads.
No fim, não adianta comprar as melhores tecnologias se os times não estão devidamente preparados para a adoção.
Acelerar processos ruins com IA é como trocar um Mobi por uma Ferrari para andar na Marginal Tietê às 18h: você só chega mais rápido no próximo congestionamento.
O futuro do Marketing B2B não é sobre automatizar relacionamentos: é sobre humanizar tecnologia. É olhar do cliente para dentro, como reforça a Vanessa. É dar rosto, clareza e autenticidade à marca, como provoca a Daniela.
Porque a tecnologia voa. Mas quem decide caminha primeiro para depois correr. E se você não respeitar esse ritmo, o cliente para ou tropeça.
Talvez você nunca tenha rodado uma campanha de ABM com esse nome.
Se você já teve aquele cliente que você conhece pelo nome, pela história, pelas dores e com quem você construiu uma relação verdadeira que alinha interesses e vai além da simples prestação de serviços, então você já viveu o ABM na prática.
Uma década atrás, uma consultoria nos procurou com um desafio específico: abrir conversas com uma lista de médias empresas familiares.
Antes mesmo de conhecermos a sigla ABM, entendemos que precisaríamos criar ações personalizadas para fundadores de empresas familiares.
A ideia era simples e ousada: enviar uma “cápsula do tempo” contando a história da empresa deles. Pesquisamos cada detalhe, desde o início do negócio até as conquistas recentes. Personalizamos cada mensagem. Fizemos isso com a intenção de mostrar que não queríamos vender. Queríamos nos conectar.
O resultado? Portas que nunca se abriam com e-mails frios se abriram com uma lembrança afetiva.
Na época, entendemos como só mais uma ideia criativa. Hoje, chamamos de uma ação prática de ABM Enxuto.
O que mudou de lá para cá foi o nosso entendimento do ABM não apenas como campanha mas como uma plataforma que pode trazer crescimento consistente e sustentável para as empresas.
ABM não é apenas uma “técnica de marketing”. É um modelo mental. Um jeito de pensar crescimento com base em foco, relevância e relação.
Mesmo que você nunca rode uma Play formal de ABM, deveria pensar como alguém que quer ser lembrado desde o primeiro dia de consideração. E isso significa:
A gente sabe que esperar ter um ICP perfeito, uma lista validada ou um CRM 100% organizado é o caminho mais rápido para a paralisia. Por isso, a nossa visão de ABM Enxuto propõe mais ação que discussão:
Acreditamos que a perfeição vem com a prática. Não antes dela.
É verdade que talvez as suas primeiras Plays não sejam perfeitas. Talvez você tenha desafios de entender o retorno direto sobre esse esforço nos primeiros meses.
Mas saiba que mesmo antes de fechar o seu primeiro contrato, um programa de ABM bem pensado entrega ganhos valiosos:
ABM não é só sobre fechar. É sobre entender, testar, aprender e melhorar.
É sobre criar as bases para transformar a sua capacidade de ter a atenção, a preferência e a fidelidade dos melhores clientes que você poderia ter.
O ABM Enxuto troca volume por intencionalidade.
Em vez de tentar falar com 1000 empresas de uma vez numa campanha genérica, escolhemos apenas as que importam. Em vez de campanhas genéricas, criamos mensagens que tocam. Em vez de metas de leads, medimos relações iniciadas e ampliadas. E fazemos isso com o que já temos:
Tudo pode virar um touchpoint. Desde que tenha intenção.
Não espere o “momento certo”. Ele não vai chegar. Comece com o que você tem, com quem você é, e com as contas que realmente farão a diferença. O ABM Enxuto é a prova de que:
Quer saber mais? Dê uma olhada no nosso Webinar Gravado sobre ABM Enxuto.